Beleza Negra

Em 1986, Belo Horizonte recebe o Beleza Negra Cabeleireiros, fruto da idéia de Betina Borges, cabeleireira motivada a valorizar a beleza étnica, o cabelo e pele da mistura do povo brasileiro.

Pioneiro em Minas Gerais, no segmento de Salões Étnicos especializados em cabelos crespos, cabelos anelados e cacheados, o Beleza Negra tornou-se um espaço democrático da Beleza e incentivador da diversidade humana. Trabalha com produtos de primeira linha, os melhores serviços e as melhores práticas da qualidade em Beleza e estética.

Elevar a auto-estima das pessoas e fazer com que elas sintam-se mais felizes com os seus cabelos, sua pele e o seu estilo, é nossa prioridade.

Betina Borges e sua equipe, são referência em cabelo afro, e viajam pelo Brasil dando palestras e cursos para cabeleireiros.

Missão:

Cuidar da imagem, beleza e estética dos nossos clientes, para que todos sintam-se belos e confiantes em seus compromissos pessoais, profissionais e sociais.

Valores:

  1. Beleza, saúde, e qualidade de vida com responsabilidade;
  2. Pontualidade e compromisso é dever de todos;
  3. Inovação e melhoria contínua dos serviços;
  4. O melhor de nós para o melhor dos nossos clientes;
  5. Beleza é a nossa paixão.

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  •   MATÉRIAS / Beleza Negra  

Nilma Lino Gomes é graduada em Pedagogia e mestra em Educação pela UFMG, além de doutora em Antropologia Social pela USP. Cumpriu estágio pós-doutoral na Universidade de Coimbra, supervisionado por Boaventura de Souza Santos. Professora da Faculdade de Educação da UFMG e integrante da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN –, entre 2002 e 2013 coordenou o Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão Ações Afirmativas na UFMG. Coordenou também o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Étnico-Raciais e Ações Afirmativas (NERA) e o GT 21 – Educação e Relações Étnico-Raciais – da ANPED, durante a Gestão 2012-2013. Foi também membro do Conselho Nacional de Educação no período 2010-2014, designada para a Câmara de Educação Básica.

Suas publicações incluem desde livros e artigos derivados de pesquisas de campo e destinados ao público universitário até narrativas de ficção voltadas para crianças e jovens.

Sem perder a raiz: corpo e cabelo como símbolos da identidade negra, de 2006, é fruto de sua tese de doutorado. No livro, a autora discorre sobre o cabelo não apenas como parte do corpo individual e biológico, mas ainda como corpo social e linguagem, como veículo de expressão e símbolo de resistência da cultura afro-brasileira.

Sem perder a raiz - Corpo e cabelo como símbolos da identidade negra

  • Kabengele Munanga
  • Prof. Titular do Departamento de Antropologia da USP.

Páginas: 416 • Área temática: Cultura Negra | Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira • Autêntica Editora • Edição: 2, 2 reimpressão - 0000 • Coleções: Cultura negra e identidades • Coordenadores da Coleção Nilma Lino Gomes • Mês/Ano de publicação: 06/2007

 

Em 2009, Nilma Lino Gomes estreia na ficção infantojuvenil com Betina, em que novamente o cabelo ressurge como símbolo identitário, agora pelas mãos de quem se dedica com esmero aos penteados afros:

Betina é um conto infantil narrado em terceira pessoa, em que a protagonista de mesmo nome é uma menina que mora com a família, tendo como enfoque a relação especial com a sua avó. Durante a narração, o leitor conhece toda a sua rotina: ela brinca com as amigas, brinca em casa com seus brinquedos e frequenta a escola. Diferentemente de muitas personagens da literatura infantil contemporânea, Betina é uma menina negra que possui um lar estruturado. Nilma escreveu um dos xodós da editora, o livro para crianças “Betina” (2009), sobre a história de vida da cabeleireira Betina Borges, outra pioneira, mas nos salões de beleza voltados para afro-descendentes – ou não. “Com esse livro, já fui a dezenas de escolas. Faço trancinhas nas meninas negras. E as meninas brancas também pedem”, alegra-se a cabeleireira.

Desde a capa, as possibilidades de leitura dessa obra se ampliam. A protagonista surge de costas para o leitor, num espaço de sua casa, sentada no chão, rodeada por vários brinquedos. No entanto, são as tranças da menina o principal discurso. Em evidência, tal penteado insinua um olhar afro identificado para dentro da narrativa. A narrativa não verbal, inclusive, dá o tom diferencial em toda a escrita.

Então, o eu narrador em Betina expõe a história de uma menina cuidada por sua avó, que vai se desenvolvendo e aprende, desde pequena, o ato de trançar os cabelos. Não como um ato qualquer, mas como ato político. Quando vem a fase adulta, Betina torna-se uma profissional engajada, que dá palestras sobre a visibilidade da pessoa negra, através do penteado.

Eis que surge o mágico momento do penteado, assim descrito:

Depois de todas essas etapas, a avó sentava-se em um banquinho, colocava uma almofada para Betina sentar-se no chão, jogava uma toalha sobre os ombros da menina, dividia o cabelo em mechas e ia desembaraçando, penteando e trançando uma a uma, com rapidez incrível. Enquanto trançava, avó e neta conversavam, cantavam e contavam histórias. (GOMES, 2009, p. 6).

Trançar os cabelos é o modo de tecer a discussão social e política em Betina, quando se torna possível ler o discurso de Gomes em torno da conquista de voz. Os diálogos entre avós e netas são tecidos de modo verbal e visual. Durante todo o texto, Betina e sua avó sempre aparecem em contemplação ao infinito, ao vir a ser.

O único momento em que Betina surge frontalmente é quando ela se mira no espelho para admirar mais uma obra de sua avó.

A autoria afroidentificada de Gomes fez surgir um texto que legitima o espaço de voz desta como artífice. Por sua especificidade, Betina é uma obra que não transita invisível. É impossível sair da leitura sem se inquietar com a necessidade da desconstrução dos processos de racismo a partir da infância da menina negra, em especial. E essa constatação dialoga, ao que parece, com a postura engajada da autora.

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  • Jornal: ESTADO DE MINAS

Mineiras assumem cabelo crespo com orgulho e independência

Mulheres de Belo Horizonte descrevem experiência de valorizar penteados mais naturais e garantem: não pretendem voltar mais aos tempos de chapinhas, alisamentos e químicas. Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha vai alertar contra a discriminação, o racismo e o preconceito

"O cabelo natural é muito mais bonito", Betina Borges, dona de salão.

O orgulho sobe à cabeça, transforma o visual feminino e mostra que, quanto mais natural, melhor. Depois de anos e anos vivendo como escravas da chapinha, do formol e do cabelo liso, cada vez mais brasileiras assumem os cachos e balançam a cabeleira proclamando aos ventos que fios crespos são, sim, muito bonitos. Decididas a fazer do ato uma mudança de comportamento, e não simples tendência de moda, dezenas de mulheres participaram, no domingo, em São Paulo, da 1ª Marcha do Orgulho Crespo, para lembrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e alertar contra a discriminação, o racismo e o preconceito. Muitas mineiras gostaram da iniciativa e já estão firmes nessa nova onda, “que veio para ficar com força total”, na opinião da dona de salão de beleza e estudiosa de tricologia, Betina Borges.

Formada em serviço social e se especializando em gestão de política pública, raça, gênero e etnia, Laís Esther Cardoso Silva, de 24 anos, moradora de São João del-Rei, na Região do Campo das Vertentes, diz que sempre houve uma imposição de branqueamento na sociedade brasileira. “Minha família, pelo lado materno, é de brancos, enquanto, pelo lado paterno, de negros. Como convivia muito com o lado materno, fiz chapinha até os 15 anos. Depois, deixei natural”, conta a jovem, que desenvolve um trabalho no distrito de São Miguel Arcanjo do Cajuru, a 36 quilômetros da sede municipal. “Os negros predominam na comunidade. Então, o objetivo é valorizar a história e o fortalecimento da cultura, principalmente em ações com os jovens. Por muito tempo, o negro foi considerado feio e o branco, bonito”, diz a pesquisadora. Em muitas conversas, ela já falou com a garotada que o cabelo crespo dos negros é devido às condições climáticas da África.

Especialista no assunto, Betina Borges está certa de que “é muito importante essa consciência e transformação”. “Somos brasileiras, fruto da mistura de raças. Nosso cabelo é completamente diferente do das europeias”, afirma, com a experiência de 35 anos de trato dos cabelos, tendo estudado na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. “O natural é muito mais bonito. As mulheres, não só as negras, que têm cabelo assim, devem ficar satisfeitas. Muitas louras chegam aqui no salão, depois de tempos de química, e contam que nem sabem mais como eram. Pedem para voltar ao natural e digo que o único jeito é a ‘Vitamina T’. A letra, nesse caso, é de tesoura”, explica a bem-humorada Betina, esclarecendo que é preciso cortar para voltar ao normal. “Já usei meu cabelo de várias maneiras, agora é desse jeito”, diz a empresária, passando as mãos nos cabelos.

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  • Jornal HOJE EM DIA

 

Valorizar o cabelo crespo vai muito além da moda


Quando o assunto é valorização da beleza negra, impossível não pensar em Betina Borges, referência no tratamento de cabelos crespos há 30 anos. Localizado na rua Pouso Alegre, na Floresta, seu salão Beleza Negra é procurado por mulheres de toda região metropolitana, interessadas em ter um cabelo bonito – seja ele black, trançado, alisado, curtinho, colorido...

Antes de se tornar cabeleireira, Betina era manicure em um salão do bairro Sion. Enquanto mulheres buscavam tratamento para cabelos crespos – algo ainda muito desconhecido na época –, ela causava sensação por onde passava com seu cabelo trançado com fios de lã.

A partir de um curso no Senac, começou a investir na especialização e se tornou empreendedora. “Em 1995, ganhei uma bolsa para estudar na Carolina do Norte (EUA). Voltei formada em cosmetologia em uma universidade voltada apenas para pesquisas sobre cabelos crespos”.
O conhecimento foi fundamental para que Betina trouxesse para a capital mineira uma técnica de avaliação de fios de cabelo. “Somente depois que a cabeleireira conhece bem as características do fio é que pode definir as estratégias de tratamento e corte, com menos química possível”, diz Betina, que hoje emprega 12 pessoas e conta com mais cinco free-lancers.

“A indústria brasileira precisa aprender que não é preciso ter tanta química nos produtos. Nos Estados Unidos, há uma grande oferta de produtos para cabelos crespos que são bem menos agressivos”, diz Betina.

Segundo ela, é importante desmistificar assuntos quando o assunto é o cabelo da mulher negra. É possível lavar com frequência, sim, desde que seja pela manhã (e possa secar naturalmente ao longo do dia), e pode ser desembaraçado com frequência. Condicionador no couro cabelo, nem pensar. “O importante é que a cabeleireira dê as recomendações certas para cada pessoa. O acompanhamento tem que ser personalizado”.

 

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DEPOIMENTOS

Lorraine Maritiniano
Belo Horizonte (MG)
Atendimento maravilhoso. Betina arrasa além de ser um amor de pessoa. Fiz o corte para terminar minha transição capilar e ficou melhor do q eu esperava, Muuuuuuitíssimo satisfeita! Parabéns a todos vocês, Deus abençoe.

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